quinta-feira, janeiro 28, 2016

Descobrir acaso em meio há tantos artifícios, Bobagens ditas em tardes que esperam não existir. Um intervalo no rádio, a pausa pop e cansativa cedendo ao lirismo tolo de apelos sem sentido. E imagens surgem porque é de sua natureza acontecer... É apenas mais um dia... Daqueles dias iguais a tantos outros, e você nunca está disposto a usar a cor sugerida do seu horóscopo. Apenas devaneio inútil no lar de tanta pratica, E você anda meio insatisfeito com a superfície lisa e úmida dos seus sonhos, E você não entende nada, Não há nada para entender. O ônibus chegou...

quinta-feira, março 20, 2014

Desejo de luz!

Seu abraço me alimenta por hora, daqui a alguns instantes necessitarei de algo mais. Porque a distância do teu cheiro é como se escassa fosse gota d’agua em minhas raízes. Amanhã ainda nascerá o sol, e estou quase certo que estarei aqui. Amanhã o sol pecará em seu nome, e a lua quando vier me ocultará... Indultará-me... Quem diria que isso tudo significa apenas uma simples um devaneio. Quem diria que tudo isso não fosse somente um sonho, mas realidade provida de inquietações... Se sonho fosse, acordaria em dado momento, então talvez pudesse enxergar com mais nitidez; e se por acaso o real prevalecesse teria apenas duas opções: recolher-me como um vampiro dos raios que insistem em incidir ou bater asas e voar mesmo que na intenção de um anjo caído.

ampulheta

Hoje o sol caiu no meio da madrugada, Eu sonhei na noite... “Deitar minha cabeça no teu colo Tocando nos meus pelos outro solo”* Um grão de areia... Um segundo Um passo no escuro que me leva até você. Razoes escorrendo por frestas dos detalhes expostos dos teus tecidos. E eu que nem sei como chegar a casa, Onde fica o norte ou o lugar que deixei meus horizontes. Talvez um sim, outra intenção, mas um dia da eterna devoção; De um ateu pedindo pelo amor de Deus na próxima esquina. Apenas um punhado de areia sobre pés descalços, Ensinando que tudo passa.

sexta-feira, agosto 23, 2013

aniversário!

Faz tempo que não apareço por aqui... O mundo continua acontecendo, Eu continuo o velho e bom espectador de detalhes. Não importa o conteúdo da cena, mas a forma que ela finda, e a beleza transitória da concessão do que estar por vir. Velhas musicas estão ainda emergindo do passado...aliás acho que o tempo ido nunca passou. Pelo menos nas crenças, motivos... Confesso que o horizonte está diferente, E já não importa se é segunda, feriado, o se tem sobremesa... O que vale é o que acontece... Mesmo se é acaso ou um plano bem traçado que se realiza. Importa mesmo que há menos mentiras. E o quebra cabeça já não exige tanta determinação, e nem por isso perdeu seu encanto. Já não é tão legal fazer aniversário, a não ser quando é de alguém que gostamos... O trabalho se transformou em poesia... e há tantos versos que admiro conforme passam os dias... o amor é suave. Tem também família distante, e o filho que cresce que eu infelizmente nem sei qual o numero que ele calça. Aprendi que a vida é uma grande ironia... Que há ciúmes em exagero quando você desconfia. então meu irmão, fé!

vinho

O passado é um lugar estranho, Recordações feitas com a violação de revelação de filmes fotográficos... A espontaneidade vigente faz segundos conceber gigabytes de informação. Histórias prescritas em pedras ancestrais, A luz do lampião ou do raio laser eu componho meus dilemas... Afinal sempre haverá estórias de rock in roll , amor e distâncias... a serem contadas em mesas de bar, e slogans a serem escritos em guardanapos de papel... Por que o acaso não escolhe dia, momento, a ocasião pra acontecer, Apenas acontece, tornando vivo meu passado... É apenas um vinho tinto seco que nem esta na temperatura certa. Mas é mais um vinho. Mas um detalhe da vida.

Fé!

Eu nunca tive fé o suficiente para não acreditar em Deus, Também não nunca arrisco palpite logo após a seis. Já tive motivos de sobra para voltar atrás, Mas meu destino sempre teve uma queda pelo fim da estrada. E vou levando a vida esbarrando em placas de “seja-bem vindo”, Depois vêm ruas semelhantes como tantas outras que já vi. Com as mesmas crianças de nomes parecidos, de vidas parecidas, e com futuro parecidos pedindo esmolas em esquinas tão parecidas como tantas outras. Eu tenho receio demais para acreditar no Diabo, Talvez porque sempre gostei: mais das perguntas do que das respostas. Então sempre procuro fazer propostas, Mas afinal quem quer saber.
Eu vou tomar um antiácido na cozinha; Até lá tem o caminho do corredor... E a dor! Chegando lá, certeza do relógio que nunca para com seus ponteiros alucinados! E aquela sensação de estar fazendo algo fora de hora... Afinal, eu tinha é que estar sonhando... Ou ao menos, desmaiado... Enquanto engulo o placebo... Imagino a pequena jornada de volta; Com certeza farei uma parada no banheiro... Vaso, pia, e espelho... Mas também tem água... E ai, quem sabe, quando enfim conseguir conter minha ânsia de insônia, os ponteiros do tempo, e o prazer solitário de estar em uma madrugada num banheiro, só, e reconhecível... Eu não vá lá, na cama vazia, estirar meu corpo, descansar o cérebro, e sonhar com ondas na praia!

sexta-feira, agosto 09, 2013

Camelot

Depois de tantas guerras o que vale é a percepção É fácil atingir o alvo... Começou a se tornar familiar É como fazer previsões depois do fato ocorrido... Fica mais fácil. Então penso no mar e em outros lugares que sempre me remeteu: Que o jogo é mais simples pra quem sabe observar. O próximo passo já pode ser para trás Já não sou tão insano em querer voar. E nesse meio tempo aprendi conviver com o passado, Sem me ver na cena que meus olhos apreciam. Fica mais fácil. Ser sincero já não é mais tão difícil. Apenas querer identidade Entender o que significa a cidade Sem que para isso tenha que cometer crimes, e tão pouco sofrer castigos. Hoje deixei de ser suspeito E tenho bons amigos. Por hora, muitos deles são só sentidos digitais. Mais a história está sendo perpetuada em paginas sem muito acabamento nesse diário pessoal... Surgem virando o sol na madrugada. Bom, pra quem lê faz de conta que fui mais legal... Cleber Esteves (ouvindo Engenheiros
)

Bar

Meus heróis escreviam em guardanapos de papel em bares em meio à madrugada, Eu não sou tão romântico assim, para escrever uso o teclado do meu computador... Mas a madrugada é a mesma, talvez a paisagem da janela não seja tão parecida, Hoje consigo ver telhados e ando esperando que chova pra sentir o efeito respingando nas telhas, Quem sabe abra meu livro preferido e leia algum trecho marcado com tinta verde limão. Talvez o limão esteja em um copo com açúcar, pinga e gelo. Ou quem sabe o dia o dia seja a melhor mistura pra se viver. Pra mim o importante sempre esteve nos detalhes... Como um lutiê que entende o entalhe e o esmero que impulsiona sua criação. Então eu crio meus passos... Determinando o próximo movimento como quem segue a um mapa minuciosamente. E não descarta esse critério nenhum por um segundo que seja. Porque mesma que chova, mesmo que um arco Iris incida sobre os telhados que despontam minha vista... Já passou o tempo de acreditar na existência do pote de ouro no fim dessa história.

Show

A liberdade de poder ter seu estilo privilegiado, O espaço para dar asas a sua imaginação de se divertir, O encontro com emoções inesquecíveis. A nostalgia poética de grandes momentos do rock acontecendo harmonicamente com as belas novidades dos dias de hoje. Volte ao tempo, procure algo dentro de você mesmo... Mantenha seus instintos aguçados... A viagem vai começar... Seja para o passado ou para o futuro, O importante é estar em sintonia no presente, em convívio com pessoas agradáveis, em um lugar onde o sonho de bons momentos é brindado constantemente com você fazendo parte dessa história.

Umída...

Quem venha à chuva em demasia, sem restrições de impacto no meu corpo que paira nesta madrugada. Que o acalento se faça presente e enfim possa dormir com certos anjos que sempre me vigiam. Mesmo que o uísque esteja no fim e que não sobre nem mais um cigarro para brincar com a fumaça inebriante. Mesmo que a TV esteja fora do ar... E que tenha a lido todos os livros da casa. Mesmo assim e só por isso que venha a chuva. Molhada, úmida, trazendo vida, limpando resquícios, inundando sonhos a deriva de um mar cujos pensamentos apenas buscam um farol. Determinante, coesa, transparente como todas as almas devem ser. E que desta vez não se esqueça de molhar o meu jardim...

Imagens!

O reflexo no espelho traz a imagem refletida ao inverso... Grosso modo a aparência é um erro de percepção. Mesmo triste o palhaço pinta o rosto no camarim. A luz emitida das lâmpadas que contornam vidro, que por sua vez, adora a imagem. É difícil, para ele, segurar as lagrimas e cometer o lapso de borrar a maquiagem.Pois a mesma tem a intenção de ajudar na busca de sorrisos... A tristeza é sempre coadjuvante quando a alma e coração protagonizam a inocência. Pois no palco da vida nada é o que parece...e tudo não passa de mera coincidência de detalhes harmoniosos, porem agora a aparência parece ser menos importante , que essa loucura ilimitada em que nos encontramos sempre: de querer parecer felizes...mas para isso basta sentir....

Janelas Abertas

ela tinha o símbolo da vida eterna pendurado no pescoço, diferente, até então o comum eram crucifixos... Sua fotografia destoava das cores fortes do dia a dia, parecia que acabará de emergir de um álbum antigo, onde as fotocopias ainda imitavam o real, apenas em preto e branco. Sem duvida, romântico, peculiar... Também eram assim suas palavras. Penso que desprovidas de euforias... Apenas tilintavam em verbos sensíveis o prazer de gostar de pessoas. Conhecia o valor de tanta confusão entendendo o exagero de passar demasiado tempo admirando seus próprios sentimentos. Por vezes, questionava a forma que os sujeitos, predicados e complementos sintáticos insistiam em acompanha-la... Para ela, o vazio era espaço mais que suficiente para colocar tanta coisa... Em especial para guardar sonhos, que em sua grande maioria, eram delicados, e surgia inevitavelmente a meia noite... Mas o importante mesmo era a percepção da silhueta, e o segredo do olhar de soslaio, e talvez... As reticências...

Língua!

Todos os domingos são vermelhos. Os sinais de alertas são vermelhos. Rosas, bocas, e o logotipo da coca-cola também. Tem vermelho na bandeira do Japão e até era moldura da suástica. Vermelho é o não... Talvez por isso chame atenção. É o erro na prova. Encarnado e escarlate... Evocadas pela luz constituída essencialmente pelos maiores comprimentos de onda visíveis pelo olho humano. Tem o infravermelho no peito do alvo... Esse pequeno verme latino... Intimida, como um nobre em um avião em seu de brigadeiro ofuscando o firmamento. Vermelho... Em placas de transito... A cor preferida dos corações metafóricos do amor. Vermelho proibido, do violento, do apaixonante e do amoroso.

Café

Enterrar, com pá de cal. Pó branco de neve quente. A fogueira derrete o frio dos sentimentos melancólicos... Reflete em cores de Júpiter a lâmina afiada, De forma lisa e vã a verdade parece simples. Mas necessita ser decodificada. A chave abre na primeira tentativa, e torna o acaso uma agradável surpresa. Sorrisos de soslaio amiúde... Alguém pensa: - Como é bom sentir o fim de um pesadelo... Manhãs, manchetes de jornais, e a TV dizendo bom dia... Água fria, sons de motores de carros movimentam a rua. Entendo que em instantes violarei a proteção da porta. Se não é mar, o canto não pode ser de uma sereia, Portanto não deve haver armadilhas! Geme o céu por onde estou... Mesmo em horizonte de soleira...

Capitu

Capitu. Lembra quando tínhamos 18 anos? Você uma incógnita, eu repleto de perguntas... Do meu lado começava a ter ídolos e herdar suas frases de efeitos, da mesma forma, como cristãos proliferam o evangelho! Você descobrindo ser bonita, despertando atenções! Lembro-me da sua admiração por estrelas na política, e também delas no céu... Mas sua ideia de simbolismo era uma metamorfose ambulante! Com certeza, coisa da idade! Eras uma lagarta, prestes a bater asas e abandonar seu casulo... Quanto a mim, vivia em paradoxo tentando descobrir artimanhas de sobreviver em uma cidade pequena... Minha camiseta tinha a seguinte frase: “o seu nome é solidão” Talvez no fundo, nossos desejos se expressam como o canibalismo de uma vida bandida... A noite corria no sangue... Havia fichas cinza de telefone apostando na calmaria, Sem culpas, estávamos apenas começando!

Estação

Nossa trajetória é composta de momentos, a vida não é nada mais e nem menos do que uma série de experiências... Algumas ótimas, outras tenebrosas... Como lidar com isso é a grande questão... Será que a vida é uma estrada reta, cheia de recursos, valores e no seu fim teremos o seremos premiados com a vida eterna? Com o passar do tempo, percebi a vida cheia de percalços e armadilhas... Tento, porém, não me preocupar com o destino dessa viagem, e sim prestar atenção nas janelas que passam rapidamente ante meus olhos... Estações... Não são relevantes nessa trajetória... A loucura sempre esteve dentro do trem. Ela pode ser expelida com a fumaça da locomotiva... Estar concentrada no apito que o maquinista imprime... Pode estar ali, esbarrando-se e escorregando nos trilhos! É e por isso que às vezes os trens capotam... Então mantenha seus devaneios nas ruas de aço paralelas, seja determinante com sua própria história... (dez/2012)

Eu impressionista!

Só irá me entender quem um dia teve vontade avassaladora de morar em um quadro... Impressionista... Com nuances inconfundíveis... Sempre será uma questão de paciência para o desavisado... Tem que parar em frente... Perder tempo... E observar: os traços indecisos... Chegam a fazer barulho no ouvido de quem se submete a apenas prestar atenção... É um quadro, uma casa, que se instala, exposta, para sua apreciação...!

sexta-feira, junho 07, 2013

estou reciclando as poesias...dando uma corrigida no português, essas coisas...volto em breve!